O metanol é uma substância altamente tóxica, que vem sendo detectada em bebidas alcoólicas adulteradas e produtos sem controle sanitário.
Quando metabolizado, gera formaldeído e ácido fórmico, compostos muito tóxicos que afetam mitocôndrias, sistema nervoso, retina (podendo causar cegueira irreversível), fígado, rins.
O endocrinologista Francisco Tostes, sócio do Instituto Nutrindo Ideais, alerta: “Mesmo pequenas exposições repetidas são perigosas e não existe dose segura de metanol”.
Como o metanol afeta o corpo
De acordo com o especialista, o consumo de metanol provoca desequilíbrio bioquímico generalizado, podendo causar danos neurológicos irreversíveis, insuficiência hepática e renal e, em casos mais graves, coma e morte.
O nutrólogo Leandro Figueredo, que atua em nossa unidade de São Paulo, acrescenta que o metanol bloqueia a produção de energia e altera o pH do sangue, provocando acúmulo tóxico.
O resultado? Um desequilíbrio metabólico que afeta cérebro, fígado e visão, com sintomas como tontura, náusea e dor de cabeça, podendo evoluir para lesões graves.
A nossa nutricionista integrativa Verônica Dias reforça que o risco é cotidiano e subestimado: o metanol pode estar presente em bebidas falsificadas, produtos de limpeza, desinfetantes e cosméticos irregulares, além de solventes artesanais. Pequenas quantidades já são capazes de causar danos graves, tornando o perigo invisível e constante.
A médica Ana Caroline Melo, especialista em Medicina de Família e Comunidade e integrante do Instituto Nutrindo Ideais em Belém (PA), esclarece que o quadro inicial pode se confundir com embriaguez comum, mas evolui rapidamente para coma ou morte. Ela ressalta que a toxicidade depende também da vulnerabilidade individual, sendo mais perigosa para pessoas com doenças hepáticas ou alterações genéticas.
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