*Autor: Rafael Ventura
A literatura científica tem muito bem documentado que a deficiência de vitamina D durante a gravidez pode influenciar o desenvolvimento fetal tão profundamente que pode deixar marcas permanentes, tanto no que diz respeito a susceptibilidade do bebê à doenças crônicas logo após o nascimento quanto em idades mais tardias. Existem ainda fortes evidências que:
– Mulheres grávidas com níveis abaixo de 20 ng\ml de uma dos intermediários da classe das vitaminas D, podem apresentar um aumento do risco de pré-eclâmpsia.
– Mulheres grávidas com teores menores de 15 ng\ml podem ter 4 vezes mais chances de conceber seus filhos por meio de uma cesariana.
– Mulheres grávidas com níveis baixos de vitamina D podem ter um aumentar na incidência de diabetes mellitus gestacional.
Muito dissemos sobre o que a insuficiência da vitamina D pode causar em nosso corpo e, principalmente, no organismo de uma gestante e no bebê. Mas, afinal, o que é essa vitamina? Por que ela é tão importante? Quais os meios que temos para consegui-la? Essas perguntas têm fáceis respostas.
A vitamina D é um conjunto de compostos com atividade interligada que pode ser fabricada de forma endógena (pelo nosso próprio corpo) por meio da exposição solar. Isso significa dizer que alguns minutos de exposição ao sol induz a produção desta vitamina pelo nosso metabolismo. Mas também podemos obtê-la por meio de dieta diretamente, em alimentos ricos nessa vitamina, como no óleo de fígado de bacalhau, peixes gordos (salmão, atum) e alguns alimentos fortificados, ou ainda por meio da suplementação, por exemplo.
Estudos recentes revelaram que muitos tecidos do nosso corpo possuem receptores para a forma bioativa da vitamina D, demonstrando o papel chave que essa vitamina desempenha na regulação metabólica endócrina, sendo, portanto, até denominada como um hormônio lipossolúvel. Sua baixa concentração no sangue está relacionada com diversas enfermidades como doenças cardiovasculares, câncer, declínio cognitivo, depressão, doenças autoimunes, alergias, diabetes mellitus, além de complicações gestacionais.
#dica Uma estratégia eficaz para prevenir a deficiência de vitamina D ou a insuficiência é:
– Obter alguma exposição ao sol, protetores solares reduzem em quase 100% a produção da Vitamina D endógena. Então deixe alguma parte do seu corpo exposto, durante alguns minutos, até mesmo ao ir à praia. Mas lembre-se e atente-se para o horário de exposição ao sol e a quantidade de tempo exposto.
– Ingerir alimentos fontes de vitamina D ou enriquecidos.
– Suplementar com vitamina D.
Dito tudo isto, futura mamãe, por que não agendar uma consulta ao seu profissional de saúde? Só ele poderá analisar seus níveis de vitamina D e tomar as devidas medidas em prol da sua saúde e da nova vida que está preste a conceber.
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